Ponta Grossa·sáb, 19 de setembro
Operação PolicialMaringá

Polícia prende 10 suspeitos de organização familiar que enviava drogas e fuzis ao RJ

Ação da Polícia Civil do Paraná desmantela clã com base em Maringá suspeito de enviar armas e entorpecentes para o Rio de Janeiro.

Crédito da foto: Reprodução / CGN News Agente de segurança com uniforme tático e fuzil realiza busca em ambiente interno de residência durante operação policial
Agente tático com fuzil em punho durante cumprimento de mandado em imóvel ligado a uma organização familiar investigada no Paraná
Resumo da matériaClique para abrir
  • Dez pessoas foram presas durante operação da Polícia Civil do Paraná em três estados.
  • Investigação aponta que organização criminosa movimentou R$ 28,8 milhões em quase dois anos.
  • Esquema utilizava caminhões com cargas legítimas para o transporte de fuzis e drogas.

A Polícia prende 10 suspeitos em uma grande operação realizada para desmantelar um esquema criminoso comandado por uma mesma família com base em Maringá. A ação teve como foco o envio de drogas e fuzis de grosso calibre para abastecer facções criminosas no Rio de Janeiro.

Ordens judiciais e bloqueio de bens

Durante a operação, as equipes policiais cumpriram 28 ordens judiciais, sendo 14 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos em cidades do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, 10 pessoas foram capturadas pelas autoridades e outras quatro seguem foragidas.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em contas bancárias e aplicações financeiras ligadas aos investigados, além do sequestro de 19 veículos utilizados pelo grupo.

Logística e lavagem de dinheiro

De acordo com o apurado pelas investigações, a organização cobrava entre R$ 400 mil e R$ 500 mil por cada frete realizado e promovia pelo menos uma remessa semanal. Os materiais ilícitos eram ocultados em meio a cargas legítimas e transportados por caminhões, contando com o apoio de veículos batedores para evitar a fiscalização nas rodovias.

O grupo contava ainda com uma estrutura voltada à lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e negócios lícitos, como uma serralheria e firmas registradas em nome dos próprios filhos do líder do esquema. Em um período de quase dois anos, a movimentação financeira alcançou cerca de R$ 28,8 milhões, montante utilizado inclusive para a aquisição de cotas em clubes de voo, hangar e uma aeronave.

Fonte: CGN News · Diego Kruger Uso de IA na produção do texto
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