A justiça paranaense determinou a Condenação de pai responsável pela morte de sua própria filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos. O homem foi sentenciado a 23 anos e seis meses de prisão em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
O crime aconteceu em 24 de abril de 2019, na cidade de Rolândia, localizada no Norte Central do Paraná. De acordo com o avanço das investigações, a vítima faleceu em decorrência de asfixia mecânica provocada por esganadura, tendo o corpo sepultado posteriormente na garagem de um imóvel da família.
O conselho de sentença reconheceu três qualificadoras para o homicídio: emprego de meio cruel por causa da asfixia, utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima e o feminicídio, que na época do delito funcionava como qualificadora do homicídio antes de virar crime autônomo.
Após o assassinato, o réu e a avó paterna tentaram encobrir o caso ao irem até a polícia para registrar um falso desaparecimento da menina. Os registros apontam ainda que dados falsos foram repassados às autoridades e sistemas de câmeras de segurança foram desligados e formatados para atrapalhar a apuração.
Durante a sessão de julgamento, o Ministério Público do Paraná requereu a absolvição da avó paterna após a instrução probatória apontar que ela foi envolvida nos atos por influência do próprio acusado. Os jurados aceitaram o pleito ministerial e absolveram a mulher das acusações.


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