Um perfil em uma rede social que compartilhava imagens de violência explícita envolvendo policiais militares do Paraná está sendo investigado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp-PR) e pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). A página, que reunia quase 23 mil seguidores antes de ser retirada do ar, publicava registros de pessoas mortas, feridas e cenas de tortura, além de divulgar links para acesso a conteúdos ainda mais violentos.
Segundo a Sesp, o responsável pelo perfil é um homem de 22 anos, que já foi identificado pelas autoridades. De acordo com a investigação, ele não é policial militar e, até o momento, não há indícios de parentesco ou ligação com integrantes da corporação.
As apurações também buscam esclarecer se o administrador lucrava com a divulgação do material. Conforme informou o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira, a página direcionava os usuários para um canal no Telegram, onde eram solicitados pagamentos via Pix para acesso e divulgação de vídeos de abuso de autoridade e violência.
As publicações eram acompanhadas de legendas com tom de deboche e comentários sobre prisões, agressões e mortes registradas durante abordagens policiais. Em um dos conteúdos analisados pelas autoridades, aparece um policial segurando uma arma e um charuto em frente a uma viatura da Polícia Militar e da Polícia Científica.
Investigação sobre o fato
Além da investigação sobre o administrador da página, a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta de agentes que aparecem nas imagens e de possíveis policiais envolvidos no compartilhamento ou interação com as publicações. Segundo Hudson Teixeira, as investigações abrangem tanto a legalidade das abordagens registradas quanto a exposição e disseminação das imagens nas redes sociais.

A Secretaria da Segurança Pública informou que os comentários de usuários exibidos nos prints utilizados nas investigações tiveram nomes e fotografias preservados, pois essas pessoas não são, neste momento, alvo das apurações. O caso segue sob investigação para apurar possíveis crimes relacionados à exploração financeira do conteúdo, divulgação de cenas de violência e eventual responsabilidade disciplinar ou criminal de policiais militares envolvidos.


CRMB Itinerante leva orientação sobre violência contra a mulher ao CRAS Coronel Cláudio em Ponta Grossa
Homem ameaça socorristas do Siate em Cascavel e gera novo desdobramento na delegacia
Prisão em Cascavel: suspeito de furto é detido após se esconder em obra





Comentários
Participe da conversa com respeito. Os primeiros comentários de cada conta passam por moderação.
Comentários são exclusivos para leitores com conta no Jornal Colabore.