Três pessoas acusadas pela morte de Ricardo de Oliveira Osinski vão a julgamento pelo Tribunal do Júri em Ponta Grossa nesta terça-feira (22). A sessão está marcada para começar às 8h30 no Fórum Estadual, conforme a ação penal que tramita como homicídio qualificado.
O caso teve início com a localização do corpo da vítima em 26 de março de 2025, nas proximidades da Estrada do Alagado, na área rural do município. Segundo o inquérito conduzido pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), o corpo apresentava ferimentos provocados por arma branca, o que motivou a atuação do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial.
Investigação e movimentações financeiras
De acordo com as autoridades policiais, os fatos antecedentes começaram em 11 de março de 2025, após Ricardo sofrer um acidente em uma pousada e precisar de hospitalização. O proprietário de uma clínica terapêutica, cadastrado como contato de emergência, foi acionado. A partir de então, a investigação apontou que pertences e o celular da vítima foram acessados para a realização de transferências bancárias.
A Polícia Civil estimou que aproximadamente R$ 143,6 mil foram subtraídos das contas da vítima em etapas que antecederam e sucederam sua morte. As diligências também indicaram que, após receber alta médica, Ricardo teria sido mantido em cárcere privado, recebendo medicamentos controlados sem prescrição para permanecer sedado enquanto os recursos eram retirados.
Réu colaborador e julgamento
O processo ganhou novos desdobramentos com a homologação de um acordo de colaboração premiada firmado por um dos réus, Pedro Henrique Pereira, que apontou condutas de coautores. Além dele, Fernando Siqueira de Oliveira e Jane Mara de Souza respondem ao processo. A prisão preventiva dos três envolvidos foi mantida em decisão recente do juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt, que citou indícios de premeditação e ocultação de provas. Os réus comparecerão escoltados à sessão do júri.


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