Quase cinco anos após um homicídio que teve grande repercussão na cidade, Rafael Christian Nusda será julgado pelo Tribunal do Júri em Ponta Grossa na próxima quinta-feira (17), a partir das 8h30. A sessão ocorrerá de forma presencial no Fórum Estadual, localizado no bairro Oficinas, sob a presidência do juiz Luiz Carlos Fortes Bittencourt. O processo tramita como ação penal de competência do júri por homicídio qualificado, tendo Cristian Luiz Gonçalves Rosas de Oliveira como vítima.
O crime ocorreu na madrugada de 7 de dezembro de 2021 na Rua República do Panamá, no bairro Ronda. Conforme registros da época, a Polícia Militar foi acionada por volta das 3h20 e encontrou Cristian, de 35 anos, com ferimentos provocados por arma branca e disparo de arma de fogo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local, mas a vítima não resistiu. Cristian atuava como auxiliar administrativo em uma cooperativa agrícola, era ex-pastor evangélico e cursava pós-graduação.
Prisão e versão da defesa
Horas após o atendimento inicial, a Polícia Civil localizou o suspeito nas proximidades da região. Detido cerca de cinco horas após o início da ocorrência, o homem apresentava marcas de sangue e vestia duas camisetas. Na ocasião, ele apresentou versão de legítima defesa, alegando que a vítima teria ido até sua residência alterada e portando um facão. A defesa sustentou que o conflito envolveu agressões mútuas e disparos. Apesar da prisão em flagrante, o réu obteve liberdade provisória após audiência de custódia realizada em 8 de dezembro de 2021 e responderá ao julgamento em liberdade.
Diligências e testemunhas
Nas semanas anteriores ao julgamento, a Justiça determinou novas providências processuais, incluindo o pedido de informações ao Instituto de Criminalística sobre o laudo pericial do local e o levantamento de boletins de ocorrência envolvendo a vítima junto à Polícia Civil e à Polícia Militar. Pelo menos dois policiais civis, Matheus Candéo Iurk e Nickson Claiter da Silva, foram requisitados como testemunhas para a sessão vinculada ao Inquérito Policial nº 234576/2021. Cabe agora ao Conselho de Sentença avaliar as provas e decidir a responsabilidade criminal do acusado.


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