O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, teria utilizado durante o período de campanha um apartamento localizado no edifício l’Adresse, na Vila Nova Conceição, área nobre de São Paulo. A informação foi divulgada pela revista Piauí e repercutida por veículos de imprensa.
De acordo com a publicação, a estadia ocorreu na primeira quinzena de agosto. No intervalo, o candidato participou de compromissos de campanha, gravou vídeos, esteve em podcasts e reuniu-se com sua equipe de trabalho, cujo comitê ficava nas proximidades do prédio. Moradores e uma funcionária de uma escola da região relataram ter visto veículos da Polícia Legislativa no local.
Histórico do imóvel e transações
O apartamento em questão foi comprado em abril de 2025 por Fabiano Zettel por R$ 5,5 milhões e vendido em fevereiro de 2026 por R$ 3,5 milhões à WT Administração de Imóveis e Bens, empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar. A transferência foi oficializada em março, mês em que Zettel foi detido na terceira fase da Operação Compliance Zero. Na época citada pela apuração, o bem pertencia à Super Empreendimentos e Participações S.A, que teve Zettel como diretor.
Questionado pela revista, Willer Tomaz negou inicialmente que Flávio tivesse utilizado o apartamento e, em seguida, declarou não conhecer Zettel ou Vorcaro, afirmando que nunca manteve vínculos pessoais ou comerciais com eles. Por sua vez, a assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que o senador ficou hospedado apenas em hotéis durante a agenda na capital paulista.
Outras conexões e viagens
A relação entre o parlamentar e o advogado envolve outros episódios, como a comemoração do aniversário da filha caçula de Flávio em fevereiro, realizada em uma mansão em Angra dos Reis. A propriedade de luxo tem cotas compartilhadas, sendo uma delas da mesma empresa de Willer Tomaz. O advogado confirmou ter cedido a casa por amizade, sem cobrança de contraprestação.
Registros também apontam viagens da família em aeronaves privadas em 2025, incluindo um deslocamento para a Flórida na companhia do advogado. Enquanto a defesa do senador classificou os voos como de cunho pessoal, Tomaz negou ter obtido vantagens do poder público devido à proximidade com o político.


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