O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou, durante entrevista ao “SantoFlow Podcast”, que a disseminação de uma notícia falsa relacionando seu nome a um projeto sobre a figura de Nossa Senhora Aparecida teve o impacto de um ataque físico. Segundo o parlamentar, a polêmica funcionou como “uma espécie de facada”, fazendo alusão ao atentado sofrido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG).
O episódio ganhou tração nas redes sociais após usuários utilizarem, sem o devido contexto, um registro em vídeo de agosto no qual o candidato afirmava que, caso eleito presidente, decretaria que o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo. A declaração original ocorreu enquanto o político justificava sua ausência no primeiro debate presidencial da Band. A partir desse trecho, publicações passaram a alegar que o senador pretendia retirar o título de Padroeira do Brasil da santa católico-romana.
Esclarecimento sobre o projeto
A investigação sobre o caso aponta que a proposta associada ao candidato na internet é, na verdade, datada de 2007 e foi apresentada pelo então deputado federal Professor Victório Galli. O texto pretendia alterar a legislação do feriado de 12 de outubro e modificar a nomenclatura oficial, mas acabou arquivado pela mesa diretora da Câmara dos Deputados em agosto de 2022.
Durante sua agenda de campanha, o candidato negou as acusações, reafirmou respeito a todas as crenças religiosas e direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em atos públicos realizados na capital paulista ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador exibiu uma imagem de crochê da padroeira recebida de simpatizantes e reiterou que o Estado não deve interferir nas práticas de fé da população.


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