O Ibovespa acumulou uma desvalorização superior a 18% na semana encerrada em 30 de outubro, registrando a sua maior queda semanal desde março de 2020 e a quinta maior desde a criação do Plano Real em 1994, segundo dados de um levantamento da Elos Ayta publicados pela CNN Brasil.
Impacto da reeleição e perdas na B3
O movimento histórico na bolsa de valores foi impulsionado pela forte reprecificação dos ativos brasileiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o estudo, a retração iguala, com duas casas decimais, a baixa registrada na semana dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.
Apenas na sexta-feira (30), o Ibovespa recuou 0,75%, completando cinco pregões consecutivos de baixa. No acumulado do mês de outubro, a retração chegou a 9,75%, configurando o pior desempenho mensal desde junho de 2022. No entanto, no acumulado do ano, o índice ainda mantém alta de 4,22%.
Contexto histórico das maiores quedas
O impacto da volatilidade pós-eleitoral reduziu o valor de mercado consolidado das companhias listadas na B3 em R$ 873 bilhões. O cenário difere das crises anteriores que marcaram o topo do ranking histórico da bolsa:
- 31 de outubro de 1997: Queda de 22,17% (crise financeira asiática).
- 10 de outubro de 2008: Queda de 20,01% (crise financeira global e quebra do Lehman Brothers).
- 20 de março de 2020: Queda de 18,88% (início da pandemia de Covid-19).
- 14 de setembro de 2001: Queda de 18,12% (atentados de 11 de setembro).
Enquanto as quatro maiores perdas da história estiveram atreladas a choques e crises internacionais, a queda recente destaca-se por ter sido motivada primordialmente por um evento político doméstico e pela revisão de expectativas dos investidores.


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