Ponta Grossa·qua, 28 de outubro
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“Passando fome?”: escolhida por Moro para a Educação acumula falas polêmicas

Fátima Gavioli, anunciada para comandar a pasta no Paraná a partir de 2027, gerou repercussão após declaração dada em Goiás na qual respondeu a uma queixa salarial afirmando que quem passa fome deve procurar um trabalho que pague mais

Crédito da foto: Reprodução Retrato de Fátima Gavioli sorrindo, com cabelo castanho e camisa azul clara
Fátima Gavioli, escolhida para a Secretaria de Estado da Educação do Paraná, tem sua trajetória marcada por debates sobre a valorização dos professores

O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), anunciou a escolha de Fátima Gavioli para comandar a Secretaria de Estado da Educação (Seed) a partir de 2027. A nomeação, fundamentada na experiência da gestora e em sua passagem pela administração pública de Goiás, trouxe à tona uma declaração anterior da futura secretária que gerou debates sobre a valorização dos professores.

Declaração em Goiás

O episódio ocorreu em 24 de outubro de 2024, durante uma transmissão ao vivo em que Gavioli respondia a um profissional da educação de Goiás que relatava dificuldades financeiras. Na ocasião, a gestora afirmou: “Se está passando fome, tem que achar um trabalho que ganhe mais”. Em seguida, ela argumentou que o servidor já conhecia a remuneração ao ingressar na rede pública. O vídeo voltou a circular com força após o anúncio de seu nome para o governo paranaense.

Repercussão e debate sobre a carreira docente

A postura adotada pela futura secretária levanta questionamentos sobre a condução das políticas públicas voltadas para o magistério. Críticos apontam que:

  • Conhecer o salário inicial da carreira não anula o direito de cobrar melhores condições laborais;
  • Dificuldades financeiras enfrentadas por educadores não devem ser tratadas como falha de planejamento individual;
  • A falta de respostas estruturais para a remuneração afeta diretamente a atratividade e a permanência na profissão.

Embora a gestão de Sergio Moro aposte nos resultados obtidos por Gavioli em sua trajetória anterior, a declaração de 2024 serve de base para entidades sindicais e profissionais da área cobrarem esclarecimentos sobre o diálogo entre a futura administração e os servidores públicos.

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