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Economia

Fiesp aponta recuo na atividade industrial no terceiro trimestre e projeta queda

Levantamento aponta indicadores negativos no trimestre e aponta desafios como juros elevados, custos de matérias-primas e cenário externo.

Crédito da foto: Reprodução / CNN Brasil Edifício sede da Fiesp na Avenida Paulista, em São Paulo
Edifício sede da Fiesp na Avenida Paulista, em São Paulo, local onde o Levantamento de Conjuntura avaliou os impactos na atividade industrial
Resumo da matériaClique para abrir
  • O terceiro trimestre apresentou resultados negativos para o setor industrial, segundo a Fiesp.
  • A entidade aponta projeção de queda de 0,4% na produção da indústria de transformação brasileira em 2026.
  • Entre os fatores apontados estão a taxa Selic elevada, sobretaxas dos Estados Unidos e custos derivados de petróleo.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou que a atividade industrial registrou um período desfavorável durante o terceiro trimestre, sustentando a avaliação de que o país caminha para uma fase de desaceleração no fechamento do ano. De acordo com o Levantamento de Conjuntura da instituição, a projeção oficial aponta para uma retração de 0,4% na fabricação da indústria de transformação nacional em 2026, além de riscos que rondam o desempenho do setor para o ano de 2027.

Indicadores trimestrais em baixa

Conforme os dados do período, os salários reais médios sofreram diminuição de 1,1%, enquanto as horas trabalhadas dedicadas à produção caíram 0,4%. As vendas reais registraram recuo de 0,2%, encerrando uma sequência de dois trimestres anteriores que haviam apresentado altas de 9,4% e 2,7%, respectivamente. Já o indicador de horas trabalhadas acumula reduções pelo sexto trimestre consecutivo.

Analisando apenas o mês de setembro, as vendas apresentaram avanço de 0,4% e os salários registraram alta discreta de 0,1%. No entanto, as horas trabalhadas recuaram 0,4% no mês, mantendo a trajetória de queda que se verifica desde os últimos meses de 2025. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) recuou para 78,2% em setembro, ficando abaixo da média dos últimos três anos, que é de 78,7%.

Fatores e desafios para o setor

A entidade destaca diversos entraves que pesam sobre o cenário econômico, como o patamar elevado da taxa Selic, as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros, que chegam a 37,5% para a maioria dos itens não isentos, e o encarecimento de matérias-primas — com destaque para os derivados de petróleo influenciados pelo conflito no Oriente Médio.

Além disso, a federação aponta que a demanda interna continua fragilizada devido ao comprometimento da renda das famílias e ao avanço da inadimplência. O comprometimento da renda atingiu 28,9% da renda anual, enquanto a inadimplência de pessoas físicas no crédito livre chegou a 7,6%, marcando o patamar mais elevado em treze anos.

Fonte: CNN Brasil · afonsobenites Uso de IA na produção do texto
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