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Educação e Saúde

Falta de saneamento básico está associada a diferença de dois anos na escolaridade

Levantamento aponta que brasileiros com acesso a saneamento têm média superior de estudos e reflexos na renda.

Crédito da foto: Reprodução / Brasil 61 Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Saneamento: brasileiros com acesso aos serviços têm, em média, dois anos a mais de escolaridade
Resumo da matériaClique para abrir
  • Pessoas com acesso à água tratada e esgoto acumulam 9,5 anos de estudos contra 7,5 anos de quem não tem.
  • O maior desnível educacional regional ocorre no Sudeste, com diferença de mais de dois anos na escolaridade.
  • Especialistas apontam que a universalização prevista para 2033 impacta também a saúde e a renda futura.

A ausência de saneamento básico no Brasil reflete diretamente na trajetória de estudantes. Dados do IBGE referentes a 2024, compilados pelo Instituto Trata Brasil por meio do Painel Saneamento Brasil, revelam que indivíduos com acesso aos serviços completam, em média, 9,5 anos de educação formal. Em contrapartida, a média cai para 7,5 anos entre aqueles que não dispõem da infraestrutura.

O impacto é perceptível em todas as regiões do território nacional. O Sudeste concentra a maior discrepância, alcançando 9,95 anos de escolaridade para a população com saneamento e 7,81 anos para a parcela sem o serviço, o que representa um distanciamento de 2,14 anos. Na sequência aparecem o Centro-Oeste (2,01 anos de diferença), Nordeste (1,77), Sul (1,62) e Norte (1,14).

Saúde e impacto na renda

A conexão entre educação e saneamento passa pelas condições sanitárias. Meninos e meninas sem acesso adequado a água tratada e esgotamento sanitário sofrem maior exposição a enfermidades de veiculação hídrica, a exemplo de hepatite A e diarreia. Tais ocorrências geram ausências frequentes nas salas de aula e elevam o risco de abandono escolar.

Os reflexos dessa defasagem estendem-se para a vida adulta. Conforme estimativas do Instituto Trata Brasil, jovens contemplados com saneamento na infância e na adolescência podem atingir, futuramente, uma renda até 46,1% superior em comparação aos que cresceram sem tais serviços.

Para reverter esse cenário, o Marco Legal do Saneamento fixa a meta de universalização para o ano de 2033, estipulando o atendimento de 99% dos brasileiros com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto.

Fonte: Brasil 61 Uso de IA na produção do texto
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