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Sandro Alex e a denúncia contra Fiep no TCU por eventos com Moro

Representação enviada ao Tribunal de Contas da União questiona alteração estatutária e contratos milionários da entidade industrial.

Crédito da foto: Reprodução / Bem Paraná Edson Vasconcelos de terno azul em evento com plateia ao fundo
Edson Vasconcelos, ex-presidente da Fiep, aparece em evento público, enquanto o cenário político estadual repercute a denúncia contra Fiep protocolada por Sandro Alex
Resumo da matériaClique para abrir
  • Sandro Alex protocolou denúncia no TCU contestando mudança no estatuto da Fiep e contratos de eventos.
  • A representação aponta suposto uso político da estrutura da entidade em atos com o senador Sergio Moro.
  • A Federação das Indústrias afirmou que aguardará notificação formal para apresentar ampla documentação comprobatória.

O candidato ao governo do Paraná Sandro Alex protocolou uma denúncia contra Fiep junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). A peça questiona uma alteração recente no estatuto da entidade e o uso da estrutura institucional em eventos que contaram com a participação do senador Sergio Moro.

De acordo com os fatos apresentados, o senador participou em 2025 de diversos Fóruns Regionais da Indústria realizados pela Fiep em municípios paranaenses. A denúncia aponta que essas aparições teriam assumido caráter eleitoral e extrapolado a pauta do setor produtivo. O documento também questiona cinco contratos do Sistema Fiep, Sesi, Senai e IEL voltados à divulgação e infraestrutura desses encontros, cujos ajustes somam aproximadamente R$ 11,27 milhões, com execuções registradas acima de R$ 5,18 milhões.

Mudança estatutária sob escrutínio

Outro ponto central da representação envolve a saída de Edson Vasconcelos da presidência da Fiep em março de 2026, após se filiar ao PL para concorrer como vice na chapa de Moro. O texto aponta que o estatuto anterior impunha uma quarentena de cinco anos para dirigentes que renunciassem ou perdessem o mandato por incompatibilidade política.

Em 26 de agosto de 2026, contudo, uma Assembleia Geral Extraordinária aprovou a remoção dessa restrição para os casos de perda de mandato ou renúncia decorrentes de função política. Para a equipe jurídica que representa o autor da denúncia, o dispositivo foi criado sob medida para beneficiar o candidato a vice.

Posicionamento da Federação das Indústrias

Por meio de nota oficial, a Fiep informou que teve conhecimento da existência do procedimento no TCU, mas ressaltou que ainda não foi formalmente citada para apresentar manifestação. A entidade declarou que aguardará a notificação oficial para entregar documentos, atas e registros contábeis que comprovem a regularidade de seus atos.

A federação sustentou que a jurisprudência do tribunal reconhece a autonomia sindical e que a realização de assembleias durante eventos institucionais é uma prática comum para viabilizar quórum qualificado. Além disso, a nota classificou a antecipação do teor da representação à imprensa como uma tentativa de desgaste reputacional durante o período eleitoral.

Fonte: Bem Paraná · Josianne Ritz Uso de IA na produção do texto
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