O cenário político desenhado após o primeiro turno das eleições presidenciais de domingo (4), marcado pela predominância de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tende a dificultar o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 no Senado Federal. A autoria principal da matéria é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
A agenda de debates estabelecida prevê três sessões semipresenciais, com a primeira marcada para esta terça-feira (6) e as demais para quarta (7) e quinta-feira (8). Contudo, a preservação do cronograma pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), não assegura consenso para levar a proposta à votação. A oposição articula estratégias para esvaziar as sessões e barrar a obtenção do quórum necessário.
O encerramento da escala 6×1 constitui uma das principais bandeiras do presidente Lula. Com o crescimento da direita nas urnas e o avanço da oposição, a articulação de apoio político no Senado tornou-se mais complexa. O PL, por exemplo, elegeu 19 parlamentares e projeta formar uma bancada de 28 senadores a partir de 2027, o que também impacta a correlação de forças e a sucessão na presidência da Casa.


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