A Polícia Federal abriu apuração para verificar se o senador e candidato derrotado à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, recebeu auxílio de empresários e políticos de direita para deixar o território nacional rumo aos Estados Unidos. De acordo com informações repassadas à imprensa, os agentes buscam identificar os donos dos carros e das aeronaves que conduziram o parlamentar durante o trajeto.
Rota e monitoramento
O deslocamento inicial ocorreu em direção à fronteira entre o Brasil e a Argentina. No país vizinho, o político embarcou em um avião que realizou uma escala técnica para reabastecimento no Equador antes de seguir em direção norte em direção aos Estados Unidos. Conforme relatos, a corporação policial já monitorava o risco de fuga antes mesmo do desfecho do segundo turno das eleições presidenciais.
Apoio familiar e sigilos
A investigação aponta que a operação contaria com o endosso do ex-presidente Jair Bolsonaro, do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do advogado e empresário Willer Tomaz, sendo que estes dois últimos encontram-se atualmente em solo norte-americano. Diante do cenário, a equipe policial não descarta a possibilidade de solicitar quebras de sigilos telemáticos e telefônicos para aprofundar os detalhes do planejamento da saída.
Evasão de divisas
Paralelamente ao plano de deslocamento, o parlamentar fluminense é alvo de dois inquéritos na Polícia Federal por suspeita de evasão de divisas. As investigações analisam o envio de recursos para fundos no exterior, incluindo valores arrecadados com o filme “Dark Horse” e transações ligadas a negócios com Willer Tomaz, como parte de uma estratégia de sustentação fora do país em caso de derrota eleitoral.


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