O Banco de Leite Humano da UEPG completou 42 anos de funcionamento em 2026. Reconhecido como o segundo mais antigo em atividade ininterrupta no Paraná, o serviço foi celebrado durante uma solenidade realizada na tarde desta quinta-feira (29) pelos Hospitais Universitários, que homenagearam profissionais e colaboradores fundamentais para a trajetória da unidade.
As atividades desenvolvidas no local englobam o cadastro de doadoras, além da coleta, análise, pasteurização e distribuição do leite materno. A estrutura também presta suporte direto às mães com orientações sobre a amamentação e cuidados especializados, como a laserterapia para fissuras mamárias, integrando campanhas de conscientização e políticas públicas municipais.
Trajetória e marcos históricos
Criado originalmente em 11 de maio de 1984 no antigo Hospital Infantil Presidente Getúlias Vargas, o serviço surgiu da união de médicos pediatras e obstetras locais para suprir a necessidade crítica de nutrição segura para recém-nascidos prematuros ou de baixo peso. Em 1996, a unidade foi transferida para o Hospital da Criança João de Oliveira Vargas e passou a ser administrada pela UEPG em 2020, ganhando nova sede em 2024 no Ambulatório Universitário Amadeu Puppi.
Desde que a Rede de Bancos de Leite Humano passou a contabilizar os dados consolidados, em 2002, o BLH de Ponta Grossa registrou a participação de 20.742 mulheres doadoras, mais de 33 mil litros de leite coletados e 16.057 bebês atendidos que receberam o alimento em unidades de terapia intensiva neonatal.
Reconhecimento e tutoria nacional
Durante a programação comemorativa, a coordenação anunciou que a unidade ponta-grossense foi convidada a atuar como referência na tutoria da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, vinculada ao Ministério da Saúde. O reconhecimento consolida o padrão técnico do atendimento prestado e permite que a equipe multiplique capacitações para profissionais da atenção primária.
O evento também prestou tributos a nomes pioneiros e a entidades civis, como a Associação de Proteção à Maternidade, Infância e Família (APMIF) João e Maria e a Associação Amigos do Hospital da Criança, que ajudaram a estruturar e equipar o serviço ao longo das décadas.


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