A atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) de Ponta Grossa no combate à violência doméstica foi apontada como destaque em um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). A pesquisa analisou iniciativas adotadas em 12 municípios paranaenses, colocando em evidência o modelo de relatório de atendimentos implementado na cidade.
Práticas de destaque
Conforme o levantamento do órgão estadual, o município instituiu uma rotina de visitas mensais para mulheres que possuem medidas protetivas de urgência (MPU). O processo utiliza uma Ficha Padronizada de Registro de Visitas da Patrulha Maria da Penha, cujos dados alimentam relatórios detalhados sobre o perfil das atendidas, o formato do acompanhamento e os índices de descumprimento.
Para o TCE-PR, a sistematização periódica funciona como um instrumento relevante para planejar e aprimorar as políticas públicas, além de fortalecer a rede de proteção e ampliar o diagnóstico da violência na região.
Atuação e suporte humanizado
Atualmente, a Patrulha Maria da Penha presta acompanhamento a 779 mulheres na cidade. A prefeita Elizabeth Schmidt pontuou que o reconhecimento estadual valida o suporte humanizado e contínuo prestado às vítimas, que também integra outras iniciativas da gestão, como o Plano Municipal de Políticas para as Mulheres e a plataforma ElaProtegida.
O secretário de Cidadania e Segurança Pública, Guilherme Rangel, reforçou que o objetivo é consolidar Ponta Grossa como referência em integração e tecnologia voltada à proteção comunitária. Já o inspetor comandante da GCM, Alessandro de Macedo, lembrou que a unidade foi pioneira no acompanhamento de medidas protetivas e que as diretrizes de acolhimento têm sido aplicadas em toda a corporação.


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