O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin nega pedido feito pelo decano Gilmar Mendes para unificar análises de investigações envolvendo ministros da corte. Com a decisão, o plenário discutirá na próxima terça-feira (15) apenas o caso relacionado a Alexandre de Moraes, enquanto o procedimento sobre André Mendonça ficou para a semana seguinte, no dia 23.
Em sua justificativa, o chefe do STF apontou que manter somente o julgamento agendado garante a precisa delimitação do objeto da deliberação do tribunal. Para o ministro, a inclusão imediata do segundo caso submeteria ao plenário uma matéria cuja instrução preliminar ainda não está totalmente concluída, inviabilizando uma apreciação simultânea e o contraditório adequado.
Gilmar Mendes havia enviado um ofício solicitando tanto a inclusão do relatório contra Mendonça quanto o adiamento da sessão. No entanto, o pedido de adiamento e unificação foi rejeitado por Fachin, que determinou a troca da relatoria do caso de Moraes, assumindo o comando no lugar de André Mendonça.
A crise na mais alta corte do país envolve relatórios e trocas de mensagens reveladas em investigações da Polícia Federal, colocando em atrito os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça em meio a desdobramentos de apurações criminais recentes.


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