O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Ponta Grossa divulgou, nesta sexta-feira (6), uma resolução oficial exigindo o fim imediato da terceirização da merenda escolar na rede pública municipal. O documento propõe que a gestão e o preparo das refeições voltem a ser executados diretamente pela Prefeitura, mediante um plano público de transição com prazos definidos e a realização de concursos públicos para recompor o quadro de merendeiras.
A medida ocorre em meio a denúncias recorrentes sobre falhas no abastecimento das escolas, redução no tamanho das porções servidas aos alunos, problemas sanitários e sobrecarga de trabalho das profissionais nas cozinhas. Segundo a nota do partido, a simples substituição de empresas terceirizadas não solucionou os problemas estruturais do serviço.
O vereador Guilherme Mazer (PT) criticou a condução dos contratos pelo Executivo municipal e apontou disparidade nos custos da operação terceirizada em comparação com a gestão própria.
“Não tem sentido nenhum renovar uma contratação emergencial por um valor acima da licitação, que segue com os mesmos problemas. Na gestão da prefeitura, com comida de primeira, não custaria nem R$ 50 milhões por ano. A gestão terceirizada, cheia de falhas e sem qualidade, custa R$ 82 milhões. A única coisa que não tem aí é interesse público”, afirmou o parlamentar.
Principais pontos da resolução
Além da retomada da gestão pública e da realização de concursos, o documento aprovado pelo partido estabelece diretrizes de atuação parlamentar e mobilização junto à comunidade escolar:
- Agricultura familiar: ampliação das compras diretas de pequenos produtores e cooperativas locais para garantir alimentos frescos e diversificados.
- Transparência e responsabilização: auditoria sobre contratos, pagamentos, fiscalizações e aplicação de penalidades, cobrando o ressarcimento de eventuais prejuízos aos cofres públicos.
- Fiscalização e CPI: apoio direto às investigações da CPI das Terceirizações nas Escolas e fortalecimento do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), com maior participação de pais e trabalhadores.
- Valorização profissional: garantia de formação permanente, condições dignas de trabalho e reestruturação física das cozinhas escolares.


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