Alunos do curso de estudantes de medicina da unidade privada UniCesumar, localizada em Maringá, no Paraná, foram expulsos da instituição após realizarem ataques virtuais contra colegas bolsistas. As agressões ocorreram por meio de um grupo de WhatsApp e vieram à tona na sequência do resultado do segundo turno das eleições.
De acordo com a instituição de ensino, a comissão de sindicância encerrou a apuração interna na última sexta-feira (30). A reitoria acatou a recomendação do colegiado e aplicou sanções disciplinares, que envolveram advertências, suspensões e o desligamento definitivo do quadro discente, conforme o grau de participação de cada investigado. A faculdade não divulgou a quantidade exata de penalizados nem a identidade dos envolvidos.
Casos semelhantes também foram registrados no Centro Universitário FAG, situado em Cascavel. Naquela instituição, três universitários receberam suspensão e outros sofreram advertências, enquanto os processos administrativos seguem em andamento.
Ação no Ministério Público
A Associação dos Estudantes de Medicina do Paraná (Aemed-PR) compilou os registros das conversas e protocolou uma notícia-crime junto ao Ministério Público do Paraná. Conforme a entidade, os ataques tiveram início no domingo, após o término da votação presidencial. As manifestações incluíam zombarias sobre a situação socioeconômica de acadêmicos beneficiados por programas como o Prouni e o Fies, além de menções a ideologias extremistas, racismo e violência.
“A ética médica não é negociável e não podemos entregar a saúde da população a quem não tem o mínimo de empatia”, declarou o estudante Sérgio Robassa, diretor de relações externas da Aemed-PR, ressaltando o repúdio da organização diante das condutas.
Posicionamento de Conselhos e Entidades
O Conselho Regional de Medicina do Paraná publicou nota oficial classificando os atos como incompatíveis com os princípios do Código de Ética do Estudante de Medicina e informou que acompanhará os desdobramentos para adotar providências em sua esfera de atuação. Em Maringá, entidades estudantis da própria UniCesumar repudiaram o teor xenofóbico, elitista e nazista das postagens, anunciando o afastamento imediato dos envolvidos de seus grêmios e coletivos, além de apoio psicológico aos alunos afetados.


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