A Renault Geely do Brasil confirmou nesta terça-feira (15) um novo ciclo de aportes no valor de R$ 2 bilhões. Com a nova quantia, o total investido pela operação conjunta no país atinge R$ 5,8 bilhões para o período entre 2025 e 2027. O anúncio oficial ocorreu no Complexo Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais, com a participação de executivos das companhias e autoridades locais.
Os recursos adicionais serão aplicados no desenvolvimento e na fabricação nacional de um automóvel da marca Renault classificado como “altamente eletrificado”, cujo lançamento no mercado brasileiro está programado para 2027. O projeto também contempla a nacionalização do sistema de propulsão híbrido-flex Renault E-Tech 4×4.
Plataforma global e novos modelos
O futuro veículo da marca francesa no país será o primeiro a utilizar a arquitetura inteligente GEA (Global Intelligent Electric Architecture), desenvolvida em conjunto com a parceira chinesa Geely. A planta industrial paranaense passou por modificações recentes para operar como um polo multipropulsão, capaz de montar desde veículos a combustão até unidades 100% elétricas.
Conforme o planejamento da joint venture, a fábrica do estado iniciou neste mês a produção do utilitário híbrido Geely EX5 EM-i, com chegada prevista às concessionárias até o encerramento deste ano. Além disso, a empresa confirmou o início da montagem do hatch compacto totalmente elétrico Geely EX2 para o mês de dezembro.
Acessibilidade e expansão no Ocidente
Durante a entrevista coletiva, representantes das montadoras destacaram que a união empresarial visa conferir maior velocidade ao desenvolvimento de produtos e reduzir custos operacionais no mercado nacional.
“O fator número um no Brasil é a acessibilidade, e é aí que a parceria com a Geely entra. Serve para melhorar na velocidade e no custo”, declarou Fabrice Cambolive, CEO da marca Renault e presidente do Conselho da Renault Geely do Brasil.
A estratégia corporativa prevê utilizar a operação brasileira como base para a expansão no Ocidente. Em um primeiro momento, os automóveis montados no Paraná serão voltados ao abastecimento dos mercados da América do Sul.


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