Ponta Grossa·ter, 15 de setembro
Prisão em Flagrante

Padrinhos são presos após bebê de quatro meses morrer por asfixia em Ponta Grossa

Casal responsável por cuidar da criança durante a noite estava embriagado; laudo pericial apontou asfixia.

Crédito da foto: Reprodução / Padrinhos são presos por morte de bebê de quatro meses no Paraná, diz delegado Padrinhos são presos após bebê de quatro meses morrer por asfixia em Ponta Grossa
Padrinhos são presos após bebê de quatro meses morrer por asfixia em Ponta Grossa
Resumo da matériaClique para abrir
  • O caso ocorreu na madrugada entre os dias 22 e 23 de agosto em Ponta Grossa.
  • Investigados alegaram embriaguez extrema e não possuíam defesa constituída.
  • A Polícia Civil investiga se o homicídio foi culposo ou doloso.

Um casal apontado como padrinho de um bebê de quatro meses foi preso em flagrante na cidade de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A prisão ocorreu após a criança ser encontrada sem sinais de vida na residência, em ocorrência registrada entre a madrugada de sábado (22) e domingo (23).

De acordo com as autoridades policiais, Brayan de Paula Mehret, de 22 anos, e Andrielly Kauana de Oliveira, de 21, haviam aceitado cuidar do menino e de outras duas irmãs, de cinco e dois anos, para que os pais pudessem sair. Conforme o delegado Luis Gustavo Timossi, os investigados ingeriram bebida alcoólica excessivamente durante a noite.

Investigação e causa da morte

O laudo pericial apontou que a causa da morte do bebê foi asfixia. A equipe policial aponta que a conduta dos suspeitos vai além da simples negligência, avaliando indícios de que eles assumiram o risco de morte ao se omitirem do dever de vigilância.

Durante o interrogatório, a mulher relatou não ter ouvido nada devido ao estado de embriaguez, enquanto o homem afirmou ter verificado a criança por volta das duas horas da manhã sem notar anormalidades. Uma das irmãs mais velhas relatou às autoridades que ouviu o bebê chorar intensamente durante o período.

Desdobramentos judiciais

A Polícia Civil classificou o caso inicialmente como homicídio, apurando se houve dolo eventual ou se o crime foi culposo. A conversão da prisão em flagrante para preventiva foi solicitada pela corporação e está sob análise do Ministério Público do Paraná e do Tribunal de Justiça do estado. Até o momento, os investigados não possuem defesa constituída no processo.

Foto de Redação
Sobre o autor

Redação Esse é um jornalista verificado

Equipe de redação

A redação do Jornal Colabore é formada pela nossa própria comunidade. Somos um portal de jornalismo colaborativo que transforma leitores em repórteres e articulistas, dando voz às notícias e histórias que realmente importam para você.

Explore mais

Continue no Jornal Colabore

Notícias e serviços para você continuar bem informado.