Ponta Grossa·ter, 15 de setembro
Polícia Civil

Empresário é indiciado em Ponta Grossa por hackear concorrente e roubar clientes

Investigação aponta que suspeito instalou programa espião para interceptar orçamentos e cobrir ofertas.

Crédito da foto: Reprodução / Polícia Civil Empresário é indiciado em Ponta Grossa por hackear concorrente e roubar clientes
Empresário é indiciado em Ponta Grossa por hackear concorrente e roubar clientes
Resumo da matériaClique para abrir
  • Investigação aponta que empresário usou programa espião para monitorar conversas comerciais de rival em Ponta Grossa.
  • Clientes estranharam receber propostas minutos após cotarem produtos na loja concorrente.
  • Caso foi encaminhado ao Ministério Público após conclusão do inquérito pela Polícia Civil.

A Polícia Civil concluiu um inquérito policial que investigou um esquema de espionagem industrial e concorrência desleal cibernética em Ponta Grossa. Um empresário de 37 anos foi indiciado sob a acusação de invadir os sistemas de uma concorrente do setor de comércio de pneus para monitorar conversas e desviar clientes com ofertas mais baixas.

Esquema revelado

De acordo com o delegado Derick Moura Jorge, o suspeito instalou um software espião de maneira oculta nos computadores do estabelecimento rival. Com o acesso remoto, ele conseguia ler em tempo real as cotações solicitadas por consumidores e abordá-los minutos depois com orçamentos de menor valor para os mesmos produtos.

A fraude veio à tona após clientes antigos estranharem o recebimento de mensagens com propostas não solicitadas logo após realizarem negociações com a loja afetada. Para tirar a prova, a equipe do estabelecimento realizou um teste utilizando um número de telefone desconhecido, constatando o vazamento instantâneo dos dados comerciais sigilosos.

Indiciamento e próximos passos

O nome do investigado não foi tornado público pelas autoridades. Ele responderá ao processo em liberdade.

Com o encerramento das apurações, o empresário foi formalmente indiciado pelos crimes de invasão de dispositivo informático, conforme o artigo 154-A do Código Penal, e por concorrência desleal mediante meio fraudulento para desviar clientela, com base no artigo 195 da Lei de Propriedade Industrial. O procedimento policial foi remetido ao Ministério Público do Paraná, órgão responsável por decidir sobre eventual denúncia criminal.

Fonte: Polícia Civil Uso de IA na produção do texto
Foto de Redação
Sobre o autor

Redação Esse é um jornalista verificado

Equipe de redação

A redação do Jornal Colabore é formada pela nossa própria comunidade. Somos um portal de jornalismo colaborativo que transforma leitores em repórteres e articulistas, dando voz às notícias e histórias que realmente importam para você.

Explore mais

Continue no Jornal Colabore

Notícias e serviços para você continuar bem informado.