O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional a Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) referente a 2027, identificada como PLN 24/2026. O texto, entregue na última segunda-feira (31), projeta um salário mínimo de R$ 1.741, além de estimativas para a inflação e o crescimento econômico do país.
De acordo com o documento oficial, a projeção para a inflação é de 3,6%, enquanto a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) estimada é de 2,46%. O planejamento do Executivo também fixa a taxa básica de juros (Selic) em 12,53% e prevê a cotação média do dólar em R$ 5,22.
Reajuste do salário mínimo
O valor projetado de R$ 1.741 para o salário mínimo representa um acréscimo de R$ 120 em comparação com a quantia atual, fixada em R$ 1.621. O montante equivale a um incremento nominal de aproximadamente 7,4%, composto por 4,93% referentes ao INPC acumulado em 12 meses até novembro, somados a um ganho real de 2,3%.
O economista André Galhardo aponta que a elevação do piso salarial traz impactos dúbios para a economia. Enquanto fortalece o poder aquisitivo das famílias de menor renda, o reajuste eleva as despesas da previdência e impõe pressão sobre o orçamento público.
Bolsa Família e contas públicas
Os recursos reservados para o programa Bolsa Família totalizam R$ 157,09 bilhões na proposta de 2027. O montante registra queda frente aos R$ 158,6 bilhões previstos no Orçamento de 2026 e aos R$ 167,2 bilhões projetados para 2025, o que reflete a redução no total de beneficiários associada à revisão de cadastros e à força do mercado de trabalho.
No aspecto fiscal, o texto aponta a expectativa de um superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões, montante ligeiramente superior a 0,1% do PIB. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), o resultado ajustado conforme a lei do Regime Fiscal Sustentável atinge R$ 83,4 bilhões. Para Galhardo, a margem estreita exigirá rigor no controle e possível congelamento de despesas ao longo do exercício.


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