A nona edição da operação ‘Mata Atlântica em Pé’ resultou na aplicação de aproximadamente R$ 14,2 milhões em multas em propriedades rurais localizadas no estado do Paraná. A força-tarefa, que ocorreu entre 17 e 27 de agosto, integrou esforços de fiscalização em 17 estados abrangidos pelo bioma.
Fiscalização e Resultados
No território paranaense, as equipes vistoriaram 2 mil hectares de terras apontadas por suspeitas de supressão irregular de vegetação. A área inspecionada equivale a 20 milhões de metros quadrados ou cerca de 2,8 mil campos de futebol. Ao todo, foram lavrados 445 autos de infração ambiental no estado.
Os flagrantes abrangeram localidades na região central, na região dos Campos Gerais e na Região Metropolitana de Curitiba. As atividades de campo e checagem remota foram conduzidas pelo Instituto Água e Terra (IAT), pelo Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde e pela superintendência regional do Ibama, sob a coordenação estadual do Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Tecnologia e Penalidades
O monitoramento utilizou sistemas remotos, como o MapBiomas Alerta, para detectar indícios de supressão vegetal. Os autuados ficam sujeitos a sanções administrativas, obrigação de reparação integral dos prejuízos ecológicos e responsabilização nas esferas cível e criminal. Além disso, as glebas afetadas podem enfrentar embargos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e restrições no crédito rural.
Normas e Balanço Nacional
A legislação do IAT estabelece que o corte de espécies exóticas, a exemplo de pinus e eucalipto, dispensa autorização prévia, exceto em áreas de preservação permanente. Por outro lado, a supressão de árvores nativas, como a araucária, exige licença ambiental prévia em qualquer situação.
Em âmbito nacional, o balanço divulgado mostrou que a mobilização alcançou mais de 8,3 mil hectares fiscalizados e ultrapassou a marca de R$ 100 milhões em penalidades pecuniárias aplicadas nos 17 estados participantes.


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