A ocorrência de volumes expressivos de precipitação no território paranaense provocou um novo recuo da estiagem, conforme aponta o levantamento atualizado do Monitor de Secas. O estudo é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com diversas instituições, incluindo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).
Chuva acima da média histórica
Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com operação superior a cinco anos, apenas quatro marcaram índices pluviométricos abaixo da média em julho: Antonina, Cerro Azul, Guaratuba e Guaraqueçaba. Nas demais 41 unidades, os volumes superaram as marcas históricas. Na estação de Palmas, por exemplo, o acumulado de 311 milímetros representou o maior índice para o mês em 28 anos de funcionamento.
A atuação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico Equatorial, registrada desde o mês de junho, aliada a sistemas meteorológicos regionais, impulsionou as precipitações. Com isso, o mapa de julho registrou apenas episódios de seca fraca restritos a uma porção do Leste paranaense, com potenciais reflexos de curto e longo prazo na agricultura e no abastecimento de água.
Evolução do cenário climático
O panorama contrasta com o verificado em julho do ano anterior, período em que a ausência do El Niño mantinha a seca moderada ao longo da divisa com São Paulo, além de registros de seca fraca nas regiões Leste, Norte, Noroeste e Sul do estado. A tendência de enfraquecimento da estiagem teve início em maio, com a eliminação total da seca moderada já no mês de junho.
Contexto nacional
O impacto do El Niño também eliminou a seca relativa nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de encolher a área de seca fraca no sul paulista. Contudo, outras regiões do país registraram avanço da estiagem devido a índices pluviométricos inferiores à média, a exemplo de estados do Nordeste, Norte e Sudeste.


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