Um indivíduo invadiu o CMEI em Curitiba, situado no bairro São Braz, na tarde de sexta-feira (9) e manteve 13 crianças sob ameaça durante uma comemoração alusiva ao Dia das Crianças. O episódio mobilizou diversas forças de segurança e gerou cerca de três horas de intensa negociação antes de um desfecho com intervenção tática.
De acordo com as autoridades policiais, o suspeito aproximou-se do estabelecimento em uma bicicleta, escalou a cerca do local e ingressou armado com uma faca, um simulacro de arma de fogo e produtos inflamáveis, cujo forte odor foi relatado no perímetro. Equipes do 12º Batalhão de Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Corpo de Bombeiros, da Guarda Municipal, da Polícia Civil, do Samu e do Comando de Aviação foram acionadas via 190 e isolaram a área.
Negociação e intervenção policial
Durante o período de cerco, o comportamento do invasor permaneceu agressivo, com ameaças diretas aos menores e manipulação do material inflamável, gerando risco iminente de incêndio na unidade educacional. Relatos da corporação apontam que ao menos uma das vítimas sofreu lesões visíveis na região do rosto.
Diante da escalada do perigo e da tentativa do homem de avançar contra uma das crianças, o Bope executou a entrada tática na instituição de ensino infantil. O suspeito foi atingido por um disparo de arma de fogo durante a ação e veio a óbito no local. Posteriormente, a corporação confirmou que o armamento empregado por ele era falso.
Resgate e atendimento às vítimas
O total de 13 menores mantidos em cativeiro foi retirado em segurança da unidade. Cinco vítimas precisaram ser transferidas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para exames médicos, incluindo a criança que apresentava ferimentos faciais, enquanto as demais foram entregues aos responsáveis após avaliações preliminares.
A motivação subjacente ao ato ainda permanece sob apuração da Polícia Civil do Paraná. Informações preliminares indicam que o invasor possuía diagnóstico médico de esquizofrenia, embora a relação direta com o ataque não tenha sido oficialmente estabelecida. Uma carta foi localizada no interior da creche, mas autoria e conteúdo não foram detalhados.


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