O vereador Guilherme Mazer defendeu, durante discurso na tribuna da Câmara Municipal, a criação de uma campanha conjunta entre parlamentares e a sociedade para encerrar a privatização e a terceirização da merenda escolar em Ponta Grossa. Conforme o parlamentar, o modelo atual beneficia apenas as empresas contratadas, apontando que o problema está na raiz do sistema terceirizado, independentemente da gestão passar por companhias como Solução ou Ômega.
“O problema não é a empresa Solução, o problema não é a empresa Omega, o problema é a terceirização. Qualquer empresa que entrar vai continuar tendo os mesmos problemas”, afirmou o vereador
Denúncias de alimentos impróprios e prejuízos financeiros
Durante sua intervenção, Mazer relatou uma denúncia recebida no mesmo dia sobre o descarte de carne estragada em uma escola localizada na região da Boa Vista.
O vereador alertou que falhas dessa natureza ocorrem sem reposição imediata de produtos ou cumprimento da quantidade per capita necessária para a nutrição adequada dos estudantes. Segundo os dados apresentados pelo autarca, a situação gera perdas estimadas em 80 milhões de reais.
Críticas à administração e defesa da gestão pública
O discurso também direcionou duras críticas à administração da prefeita Elizabeth. Mazer questionou os compromissos do Executivo municipal com as empresas terceirizadas, apontou falhas crônicas de fiscalização e relembrou a dificuldade passada para notificar a empresa Ômega.
“A prefeita Elizabeth não está vendo isso ou os compromissos com essas empresas são muito maiores do que os compromissos que se tem com os pontagrossenses?“, confrontou Mazer.
O vereador ainda acusou o governo de direcionar recursos para a comunicação social com o objetivo de desmentir denúncias e defender prestadoras de serviços que entregaram comida imprópria.
Para solucionar o impasse, a proposta de Mazer é o retorno da administração da merenda diretamente para a prefeitura. O parlamentar argumentou que, antes da terceirização, o corpo de nutricionistas do município gerenciava o fornecimento com tranquilidade, ao passo que hoje enfrentam sobrecarga devido à necessidade de fiscalizar o trabalho privado, função que antes pertencia às merendeiras.


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