Ponta Grossa·seg, 21 de setembro
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TSE mantém campanha de Deltan Dallagnol suspensa no Paraná por 5 a 2

Por cinco votos a dois, corte eleitoral barrou atos de propaganda e repasse de verbas públicas para a disputa ao Senado.

Crédito da foto: Reprodução / Bem Paraná Primeiro plano de Deltan Dallagnol de óculos com expressão séria em evento público
Deltan Dallagnol durante evento político no Paraná, onde a campanha de Deltan Dallagnol segue suspensa por decisão do Tribunal Superior Eleitoral
Resumo da matériaClique para abrir
  • Placar de cinco a dois no TSE manteve a interrupção dos atos de propaganda e financiamento público para a disputa ao Senado.
  • Decisão atende recurso de partidos contra o aval dado pelo TRE-PR à candidatura de Deltan Dallagnol.
  • Defesa do candidato criticou o sigilo do processo e a atuação do ministro Dias Toffoli no julgamento.

Por um placar de cinco votos a dois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter suspensos os atos da campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo estado do Paraná. A medida cautelar bloqueia o repasse de recursos dos fundos partidário e eleitoral, impede a veiculação de propaganda no rádio e na televisão e proíbe outras atividades de campanha até que o plenário avalie o mérito do recurso.

A ação foi movida pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança do Paraná. Os partidos contestaram a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia deferido o registro de candidatura de Dallagnol por maioria de quatro votos a três no dia 8 de setembro. A deliberação atual do TSE, contudo, não cassa o registro de forma definitiva neste momento.

Repercussão política

O presidente estadual do PT-PR e da Federação, Arilson Chiorato, comemorou o entendimento da corte superior. Segundo ele, a tentativa de viabilizar a candidatura desrespeita a inelegibilidade imposta anteriormente. A defesa de Dallagnol, por sua vez, apresentou pesadas críticas ao andamento do processo e direcionou contestações ao ministro Dias Toffoli.

Em nota oficial enviada à imprensa, o candidato alegou que a deliberação ocorreu em autos sigilosos e antes que seus advogados pudessem acessar o conteúdo ou arguir a suspeição de magistrados. Dallagnol argumentou que a medida desrespeita o artigo 16-A da Lei das Eleições, que assegura a realização de atos de campanha a candidatos com registro sub judice.

Prestação de contas

Conforme dados informados à Justiça Eleitoral pelo próprio candidato até o dia 18, a movimentação financeira da disputa ao Senado havia somado R$ 4,06 milhões. Do total, as despesas contratadas alcançavam R$ 3,8 milhões, sendo R$ 1,55 milhão efetivamente quitado com prestadores de serviços por meio de verbas do Fundo Partidário, do Fundo Especial e de doações privadas.

Fonte: Bem Paraná · Josianne Ritz Uso de IA na produção do texto
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