Ponta Grossa·seg, 21 de setembro
Investigação

Laudo aponta fenol em roupas de piloto que morreu após banho de óleo em Ponta Grossa

Exame da Polícia Científica encontrou substância tóxica e corrosiva nas vestimentas do engenheiro Gustavo Henrique Lara, que faleceu em julho.

Crédito da foto: Reprodução / G1 Homem sorrindo e fazendo sinal de paz e amor enquanto pilota paramotor com equipamento de segurança
Gustavo Henrique Lara sorri durante voo de paramotor, atividade que antecedeu o acidente que resultou na identificação de fenol em roupas de piloto
Resumo da matériaClique para abrir
  • Laudo da Polícia Científica identificou fenol nas roupas do piloto Gustavo Henrique Lara, de 27 anos.
  • A vítima faleceu em 16 de julho após passar mal em um ritual tradicional de primeiro voo solo em escola de aviação.
  • A Polícia Civil deve concluir o inquérito para apontar se houve crime durante a cerimônia.

A perícia técnica encontrou fenol em roupas de piloto utilizadas por Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, que morreu em Ponta Grossa após participar de uma comemoração de voo solo em uma escola de aviação local. O laudo da Polícia Científica indica que as vestimentas estavam totalmente embebidas pela substância tóxica e corrosiva, e que as lesões descritas na necropsia correspondem aos efeitos do produto.

O falecimento ocorreu no dia 16 de julho, logo depois que o engenheiro passou pelo tradicional ritual que marca o primeiro voo solo na formação de pilotos, no qual o estudante recebe óleo de motor de aeronave pelo corpo. Conforme a apuração policial, o produto foi despejado na vítima por um instrutor da instituição. Pouco depois, o jovem apresentou dificuldades para respirar, sofreu uma crise convulsiva e registrou três paradas cardiorrespiratórias, chegando a receber atendimento do Samu.

Causa da morte e divergências nas amostras

O documento oficial apontou como causa do óbito uma asfixia mecânica por edema de via aérea decorrente de exposição química, ou seja, um inchaço na garganta provocado por reação alérgica. Além disso, o laudo registrou queimaduras químicas na região do abdômen, nas coxas e no rosto do piloto.

Os exames periciais identificaram fenol tanto nas vestimentas de Gustavo quanto no líquido recolhido de uma garrafa durante as diligências, porém com composições distintas. Nas roupas, a substância estava dissolvida em água, enquanto na garrafa aparecia misturada a hidrocarbonetos derivados de petróleo, tornando os materiais quimicamente incompatíveis. A perícia não conseguiu esclarecer a origem do elemento químico nas vestimentas nem determinar se houve adulteração ou mistura intencional.

Conclusão do inquérito

A Polícia Civil do Paraná informou que deve finalizar o inquérito policial para definir se houve crime na cerimônia, além de apurar quem colocou o produto no corpo do aluno e por que a amostra da garrafa divergia do material que atingiu a vítima. O instrutor responsável por jogar o produto foi preso em flagrante por homicídio culposo, pagou fiança de R$ 3 mil e responde ao processo em liberdade, tendo a identidade preservada.

Fonte: G1 Uso de IA na produção do texto
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