A Prefeitura de Ponta Grossa apresentou a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) com previsão de um orçamento de R$ 2,1 bi para o exercício de 2027. O montante foi detalhado durante audiência pública realizada na Câmara Municipal, onde também foram expostos os dados referentes às contas públicas do segundo quadrimestre.
De acordo com os números divulgados pela administração municipal, a cifra representa uma expansão de R$ 70,6 milhões na comparação com o orçamento estipulado para 2026. A prefeita Elizabeth Schmidt destacou que a elaboração das contas adota uma postura conservadora frente ao cenário econômico, exigindo rigor na manutenção da paridade entre receitas e despesas.
Prioridades da população
Conforme as diretrizes apontadas pela comunidade em consulta pública, os recursos foram direcionados de forma a atender as principais demandas locais. As projeções de investimento para setores fundamentais contemplam R$ 592 milhões para a Educação, R$ 438 milhões para a Saúde e R$ 128 milhões na Assistência Social. A Segurança Pública tem previsão de R$ 105 milhões, enquanto o Esporte deve contar com R$ 30 milhões.
Segundo a prefeita, o planejamento busca devolver à população os valores arrecadados por meio de tributos. “O orçamento público é para todos e é neste momento que ocorre o retorno dos recursos públicos para a população, por meio de obras, serviços e demais cuidados”, declarou.
Receitas e despesas
O secretário da Fazenda, Cláudio Grokoviski, pontuou que o planejamento financeiro prioriza a cautela devido ao comportamento histórico da arrecadação. Entre os destaques da LOA estão os impostos municipais, que devem subir 8,7%, passando de R$ 701 milhões para R$ 762 milhões, impulsionados por melhorias na fiscalização do ISS e cruzamento de dados. As receitas de capital, englobando investimentos em infraestrutura e operações de crédito, foram estimadas em R$ 206 milhões.
No setor de despesas, o gasto com pessoal e encargos sociais projetado é de R$ 909 milhões, ao passo que os investimentos em infraestrutura somam R$ 282 milhões. A quitação de dívidas de longo prazo exigirá o alocamento de R$ 112 milhões, montante que equivale a 5,32% da Receita Corrente anual.


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